segunda-feira, 27 de agosto de 2007

Depois de dizer que judeus que morreram no Shoah (Holocausto), rabino diz que soldados morreram porque não cumpriam os Mitzvot (Obrigações Religiosas)

Era só oque faltava: o Rabino Yosef Ovadia, um dos líderes do partido de ultra-direita religioso Shas, que já havia dito que aqueles que pereceram no Shoah mereceram por não serem religiosos agora - com todo o respeito do seu conhecimento - disse que os soldados que cairam na Segunda Guerra do Líbano por não serem observantes do ponto de vista religioso e não rezarem, ou seja não cumpriam suas obrigações religiosas (Mitzvot).
Sinceramente, há pessoas que abrem a boca para falar besteira em alguns momentos da vida, que tentar consertar não dá. Seu partido, justificou que ele apenas citava partes da Gemara, que é parte da história, custumes e leis do povo judeu, para encorajar preces em massa e que a tropa se tornasse mais fieis aos princípios religiosos. Na boa, não convenceu! Ao invés de citações de conteúdo duvidoso, deviam é incentivar àqueles que estão nos Yeshivot (escolas religiosas) em tempo integral a se engajarem nas unidades militares relgiosas (Hesder), que fornecem treinamento militar oferecido como a qualquer cidadão que lá mora.

segunda-feira, 20 de agosto de 2007

Grande Israel: uma visão suicida e anti-sionista

De acordo com a Torah, a Bíblia judaica, D'us prometeu a Terra Santa para Abraão, Isaac e Jacó. A terra, era extensa e fértil, mas isso foi na época do Reino de Israel, que acabou quase 3000 anos atrás. Baseado nisso, muitos judeus ultra-ortodoxos, também conhecidos por haredi, defendem a idéia de um Israel que vá do Sinai, passando por parte da Jordânia, Líbano, Síria e chegando praticamente a (pasmem) Bagdá.
Sabe-se que para manter junto a si territórios conquistados, é necessário povo-los. Estatisticamente, há - aproximadamente - 13 milhões de judeus ao redor do mundo, sendo por volta de 35% morando dentro das fronteiras legais e reconhecidas de Israel.
Aí vem a questão fatídica: há gente (leia-se judeus na diáspora) suficiente para ocupar ou "colonizar" as áreas reclamadas pelos ultra-ortodoxos? Sinceramente, nem para o Negev há, se formos considarar as sábias palavras de Ben Gurion, segundo o qual, o futuro de Israel aponta para o para o Negev.
Portanto, como um grupelho muquirana pode querer ser o dono da palavra e da verdade, onde devemos (nós os não ultra-religiosos que não dedicamos nossas vidas exclusivamente ao estudo da religião e, por isso, não estamos isentos do serviço militar quando estivermos na condição de residente em Israel). Bem, eles são barulhentos e contam com eleitores leais (ainda mais que o voto é facultativo e os não religiosos estão cada vez menos comparecendo às eleições), oque faz com que eles representem uma força desproporcional no Knesset.
Enfim, este tipo de idéia só leva a mais guerras e contraria o espírito do Moderno Sionismo Político, ditado por Moses Hess, que prega um estado pacifista e socialista, onde os novos imigrantes (ato: Aliyah, Aliá ou עלייה) devem ocupar os espaços vazios de modo a não confrontar com as populações nativas - sejam elas judaicas ou não.

terça-feira, 14 de agosto de 2007

Debate da GloboNews

William Waack, da GloboNews recebeu os cientistas políticos Reginaldo Nasser, Gilberto Sarfati e Gunther Rudzit para discutir o pacote de ajuda militar dos Estados Unidos ao Oriente Médio. Vi o programa no domingo, dia 29 de agosto de 2007, mas creio que deva ter sido reprisado em outros dias também.
O debate em si, foi muito bom até o momento que se discutiu sobre a torneira de dinheiro que está aberta na região. Alguns dos debatedores teimavam em afirmar que o dinheiro é irrelevante e que, os conflitos continuariam, independente das fontes sirio-iranianas ou norte-americanas.
Se fizermos uma anologia do combate ao câncer, para impedir que as células continuem a se reproduzirem, deve-se estancar o acesso ao sangue, que é a fonte de nutrientes. Fechada a fonte, o câncer definha. Na minha opinião, no momento que os grandes patrocinadores quiserem parar com a guerra, ou seja, bloquear o envio de divisas, talvez no caso israelense, sobreviva um pouco ainda, podendo manter durante algum tempo o superior poderio bélico devido ao grau de desenvolvimento da cadeia produtiva em geral, mas seus vizinhos, não têm a mínima condição de com a fonte estancada manter um exército poderoso continuamente, sobrando então somente, a chance de pedir a paz e ambos terão que negociar de igual para igual e sem pré-condições. Veja o exemplo da Síria: negociações somente após a devolução de Golan. Assim, não sai negócio. Ou os patrocinadores do processo de paz e aqueles que bancam os exércitos em guerra pela área forcem uma solução justa, ou nunca vai sair algum acordo de paz.
Mais detalhes sobre o assunto, veja no meu blog, o texto "A Síria tem medo da Paz". Ah, e não deixe de assistir o programa acima comentado clicando AQUI.