Muitos sabem que o serviço militar em
Israel não é opcional aos judeus, mas aos árabes entre outros grupos não-judeus, sim. Alguns
grupos de judeus ultra-ortodoxos (Haredi), que preferem
estudar a religião nas escolas religiosas (Yeshiva, pl. Yeshivot), podem pedir a isenção do
serviço - embora existam unidades militares exclusivas para religiosos (Nahal e Hesder, que exigem um ano de
estudo, o Mechina, combinado com o
serviço militar). Druzos, beduínos e circássios geralmente são voluntários.
Em Israel, o serviço militar - para os
judeus - é uma questão de honra, pois deles o país sempre dependeu para sua
sobrevivência. Ou era. Muitos jovens hoje em dia, estão optando pelo Sherut Leumi, que é um
tipo de Serviço Nacional, onde
os conscriptos realizam tarefas sociais, tais como ensinar idiomas aos
imigrantes (Oleh Radash, pl. Olim), ajudar velhos, trabalhar em Kibbutz, etc.. Entretanto,
muitos têm apresentado objeções quanto ao serviço militar, ou seja, empunhar
armas. A principal alegação é o problema de consciência, onde o optante pela
segunda opção, não empunha arma e por outro lado, ajuda aos necessitados.
Mas a grande maioria da sociedade, em
especial a direita não religiosa e nada pacifista, os tem visto como covardes
traidores da pátria. E são estes mesmos defendem o direito dos estudantes de
religião se absterem do serviço militar e inclusive, do serviço voluntário
nacional, tendo uma vida relativalmente fácil e sem obrigações
"mundanas".
Seguindo esse ponto, é pior a pessoa – sob
a ótica de um judeu israelense – não o se engajar no serviço militar ou negar-se
a acatar ordens para evacuação dos assentamentos judaicos em Gaza e na Cisjordânia?
Foi citado “judeu israelense”, pois sob
uma visão puramente judiaco-israelense, pois um judeu do Brooklin, Higeanópolis
(São Paulo), ou do pampeano Bonfim, não há esse senso de nacionalismo-religioso
que há lá.
Muitos questionarão o meu ponto: “nacionalismo
religioso”? Mesmo para um esquerdista como Aluf Benn, editor-geral do jornal de
esquerda Ha'aretz? Sim, pois o senso nacional está intimamente ligado à
formação nacional, tornando o senso de preservação da pátria superior ao
próprio senso de preservação pessoal.
Na verdade, não se trata de alguém optar
pelo Sherut Le’eumi (Serviço Nacional Civil), pois não só o ultra-religioso
atualmente opta por esta opçãomas também aquele que vem das cidades mais
liberais, tais como Tel Aviv e Haifa estão optando pelo pacifismo e não pegando
em armas: no curriculum vitae dos israelenses, a unidade militar que a pessoa
serviu é parte do currículo profissional, sendo inclusive pontuação para a
seleção universitária, tornando as opções políticas-religiosas non sense,
com os testes intelectuais para algumas unidades de combate extremamente rigorosos.


Um comentário:
Agora, o representante da Adobe, aquela do Reader, a empresa que criou os PDFs, disse que não emprega - mesmo sendo contra a lei discriminar - cidadãos que não prestaram serviço militar por razões de conciência.
Veja mais em http://www.ynetnews.com/articles/0,7340,L-3445875,00.html
Postar um comentário