segunda-feira, 3 de setembro de 2007

Os "não-voluntários" ao serviço militar


Muitos sabem que o serviço militar em Israel não é opcional aos judeus, mas aos árabes entre outros grupos não-judeus, sim. Alguns grupos de judeus ultra-ortodoxos (Haredi), que preferem estudar a religião nas escolas religiosas (Yeshiva, pl. Yeshivot), podem pedir a isenção do serviço - embora existam unidades militares exclusivas para religiosos (Nahal e Hesder, que exigem um ano de estudo, o Mechina, combinado com o serviço militar). Druzos, beduínos e circássios geralmente são voluntários.

Em Israel, o serviço militar - para os judeus - é uma questão de honra, pois deles o país sempre dependeu para sua sobrevivência. Ou era. Muitos jovens hoje em dia, estão optando pelo Sherut Leumi, que é um tipo de Serviço Nacional, onde os conscriptos realizam tarefas sociais, tais como ensinar idiomas aos imigrantes (Oleh Radash, pl. Olim), ajudar velhos, trabalhar em Kibbutz, etc.. Entretanto, muitos têm apresentado objeções quanto ao serviço militar, ou seja, empunhar armas. A principal alegação é o problema de consciência, onde o optante pela segunda opção, não empunha arma e por outro lado, ajuda aos necessitados.

Mas a grande maioria da sociedade, em especial a direita não religiosa e nada pacifista, os tem visto como covardes traidores da pátria. E são estes mesmos defendem o direito dos estudantes de religião se absterem do serviço militar e inclusive, do serviço voluntário nacional, tendo uma vida relativalmente fácil e sem obrigações "mundanas".

Seguindo esse ponto, é pior a pessoa – sob a ótica de um judeu israelense – não o se engajar no serviço militar ou negar-se a acatar ordens para evacuação dos assentamentos judaicos em Gaza e na Cisjordânia?

Foi citado “judeu israelense”, pois sob uma visão puramente judiaco-israelense, pois um judeu do Brooklin, Higeanópolis (São Paulo), ou do pampeano Bonfim, não há esse senso de nacionalismo-religioso que há lá.

Muitos questionarão o meu ponto: “nacionalismo religioso”? Mesmo para um esquerdista como Aluf Benn, editor-geral do jornal de esquerda Ha'aretz? Sim, pois o senso nacional está intimamente ligado à formação nacional, tornando o senso de preservação da pátria superior ao próprio senso de preservação pessoal.

Na verdade, não se trata de alguém optar pelo Sherut Le’eumi (Serviço Nacional Civil), pois não só o ultra-religioso atualmente opta por esta opçãomas também aquele que vem das cidades mais liberais, tais como Tel Aviv e Haifa estão optando pelo pacifismo e não pegando em armas: no curriculum vitae dos israelenses, a unidade militar que a pessoa serviu é parte do currículo profissional, sendo inclusive pontuação para a seleção universitária, tornando as opções políticas-religiosas non sense, com os testes intelectuais para algumas unidades de combate extremamente rigorosos.

Um comentário:

Rickie Blog disse...

Agora, o representante da Adobe, aquela do Reader, a empresa que criou os PDFs, disse que não emprega - mesmo sendo contra a lei discriminar - cidadãos que não prestaram serviço militar por razões de conciência.
Veja mais em http://www.ynetnews.com/articles/0,7340,L-3445875,00.html