De acordo com a Torah, a Bíblia judaica, D'us prometeu a Terra Santa para Abraão, Isaac e Jacó. A terra, era extensa e fértil, mas isso foi na época do Reino de Israel, que acabou quase 3000 anos atrás. Baseado nisso, muitos judeus ultra-ortodoxos, também conhecidos por haredi, defendem a idéia de um Israel que vá do Sinai, passando por parte da Jordânia, Líbano, Síria e chegando praticamente a (pasmem) Bagdá.
Sabe-se que para manter junto a si territórios conquistados, é necessário povo-los. Estatisticamente, há - aproximadamente - 13 milhões de judeus ao redor do mundo, sendo por volta de 35% morando dentro das fronteiras legais e reconhecidas de Israel.
Aí vem a questão fatídica: há gente (leia-se judeus na diáspora) suficiente para ocupar ou "colonizar" as áreas reclamadas pelos ultra-ortodoxos? Sinceramente, nem para o Negev há, se formos considarar as sábias palavras de Ben Gurion, segundo o qual, o futuro de Israel aponta para o para o Negev.
Portanto, como um grupelho muquirana pode querer ser o dono da palavra e da verdade, onde devemos (nós os não ultra-religiosos que não dedicamos nossas vidas exclusivamente ao estudo da religião e, por isso, não estamos isentos do serviço militar quando estivermos na condição de residente em Israel). Bem, eles são barulhentos e contam com eleitores leais (ainda mais que o voto é facultativo e os não religiosos estão cada vez menos comparecendo às eleições), oque faz com que eles representem uma força desproporcional no Knesset.
Enfim, este tipo de idéia só leva a mais guerras e contraria o espírito do Moderno Sionismo Político, ditado por Moses Hess, que prega um estado pacifista e socialista, onde os novos imigrantes (ato: Aliyah, Aliá ou עלייה) devem ocupar os espaços vazios de modo a não confrontar com as populações nativas - sejam elas judaicas ou não.


Nenhum comentário:
Postar um comentário