segunda-feira, 27 de agosto de 2007

Depois de dizer que judeus que morreram no Shoah (Holocausto), rabino diz que soldados morreram porque não cumpriam os Mitzvot (Obrigações Religiosas)

Era só oque faltava: o Rabino Yosef Ovadia, um dos líderes do partido de ultra-direita religioso Shas, que já havia dito que aqueles que pereceram no Shoah mereceram por não serem religiosos agora - com todo o respeito do seu conhecimento - disse que os soldados que cairam na Segunda Guerra do Líbano por não serem observantes do ponto de vista religioso e não rezarem, ou seja não cumpriam suas obrigações religiosas (Mitzvot).
Sinceramente, há pessoas que abrem a boca para falar besteira em alguns momentos da vida, que tentar consertar não dá. Seu partido, justificou que ele apenas citava partes da Gemara, que é parte da história, custumes e leis do povo judeu, para encorajar preces em massa e que a tropa se tornasse mais fieis aos princípios religiosos. Na boa, não convenceu! Ao invés de citações de conteúdo duvidoso, deviam é incentivar àqueles que estão nos Yeshivot (escolas religiosas) em tempo integral a se engajarem nas unidades militares relgiosas (Hesder), que fornecem treinamento militar oferecido como a qualquer cidadão que lá mora.

3 comentários:

Fábio Metzger disse...

Ricardo,
Acho que ao invés de incentivar os alunos das Yeshivot a se engajar äs unidades militares, deveriam estar incentivando a causa da paz e da reconciliação com os árabes, engajando engajando os israelenses religiosos, unindo forças aos seculares. Mas isto já seria esperar demais de um Ovadia Yossef...
Fábio M.

Rickie Blog disse...

Fabio, tu não sabe que nós seculares somos como ratos e que se nos ferramos é porque não rezamos o suficiente? Então, porque eles perderiam o magnífico tempo com "gente de segunda categoria" cujos parentes que morreram no Shoah por serem maus judeus (palavras dele, né)?

Fábio Metzger disse...

Bem Ricardo,
Eu queria chegar a outro ponto. Sem dúvida, esses caras terem privilégios e cobrarem dos outros, é muito ruim. São folgados mesmo. Mas ao invés de reforçar quem realmente não quer pegar em armas (afinal, será que eles realmente vão saber do que se trata uma guerra ? se não tivesse uma situação de guerra, não passariam de um bando de pobres de espírito a ser ridicularizados...), minha visão é a de desarmar os espíritos. Como eu sei que não vai adiantar nada, israelenses e palestinos continuarão pagando o preço da violência, da guerra, do ódio, do fundamentalismo das religiões, etc.