William Waack, da GloboNews recebeu os cientistas políticos Reginaldo Nasser, Gilberto Sarfati e Gunther Rudzit para discutir o pacote de ajuda militar dos Estados Unidos ao Oriente Médio. Vi o programa no domingo, dia 29 de agosto de 2007, mas creio que deva ter sido reprisado em outros dias também.
O debate em si, foi muito bom até o momento que se discutiu sobre a torneira de dinheiro que está aberta na região. Alguns dos debatedores teimavam em afirmar que o dinheiro é irrelevante e que, os conflitos continuariam, independente das fontes sirio-iranianas ou norte-americanas.
Se fizermos uma anologia do combate ao câncer, para impedir que as células continuem a se reproduzirem, deve-se estancar o acesso ao sangue, que é a fonte de nutrientes. Fechada a fonte, o câncer definha. Na minha opinião, no momento que os grandes patrocinadores quiserem parar com a guerra, ou seja, bloquear o envio de divisas, talvez no caso israelense, sobreviva um pouco ainda, podendo manter durante algum tempo o superior poderio bélico devido ao grau de desenvolvimento da cadeia produtiva em geral, mas seus vizinhos, não têm a mínima condição de com a fonte estancada manter um exército poderoso continuamente, sobrando então somente, a chance de pedir a paz e ambos terão que negociar de igual para igual e sem pré-condições. Veja o exemplo da Síria: negociações somente após a devolução de Golan. Assim, não sai negócio. Ou os patrocinadores do processo de paz e aqueles que bancam os exércitos em guerra pela área forcem uma solução justa, ou nunca vai sair algum acordo de paz.
Mais detalhes sobre o assunto, veja no meu blog, o texto "A Síria tem medo da Paz". Ah, e não deixe de assistir o programa acima comentado clicando AQUI.


2 comentários:
Ricardo, não discordo da sua análise, mas fechar as torneiras de financiamento ao Oriente Médio?....
Acho que em que pese a situação no Oriente Médio ser calamitosa ela não é tão mais absurda, em toda franqueza, do que as centenas de outras áreas de biosfera terrestre cujo bem-estar humano esteja altamente comprometido por políticas bélicas. Nesse sentido, o que haveria de tão inigualável no Oriente Médio que ensejasse essa ruptura tão brutal com a lógica do comércio mundial, sem precedentes na História do capitalismo moderno?
O seu texto é ótimo para denunciar, se for o caso, o pouco interesse genuíno dos "patrocinadores" da paz com o fim da guerra. Realmente são observações ótimas, aparentemente óbvias mas brilhantemente avassaladoras num contexto político-global onde ninguém enxerga o óbvio.
No caso, os "patrocinadores da paz" bem que poderiam, a título de sinceridade, entoar como bordão o título do clássico álbum de Frank Zappa & the Mothers of Invention: "We're Only In It For The Money"...
Bruno, se tu prestar atenção em alguns raros artigos que falam contra o Hamas e o Hizbullah, - fazendo um paralelo com o livro do George Owell "Animal's Farm", em português, "A Revolução dos Bixos" - verás que eles estão entrando naquela fase quando os porcos (líderes da revolução) começão a explorar os outros para seu conforto e quando alteram o cartaz de "Todos os Bixos são iguais" para "Todos os Bixos são iguais, mas uns são mais iguais que os outros". Isso no lado árabe/muçulmano da história e, no lado Israelense/Judeu, as pessoas não tão nem aí para oque acontece, exceto a população ultra-ortodoxa e os facistas que pregam a existência do "Grande Israel".
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