Cenário I: com o retorno de Golan
A Síria, obtendo de volta as colinas tomadas na Guerra do Yom Kippur, obritgatóriamente deverá relaxar o regime de excessão que vigora desde a guerra. Isso trará a tona os problemas enfrentados pelo país, como os sociais, corrupção, entre outros, além ser forçada a permitir o retorno de oposicionistas exilados. Problemas de infra-estrutura deverão ser atacados mais rapidamente com a sobra de recursos devido a um menor gasto com armamentos. Com o desenvolvimento de uma infra-estrutura civil, perderá Bashar al-Assad então, o apoio que tem dos militares, visto que eles, neste cenário, teriam sua importância diminuida. Eleições livres deverão ser convocadas, por pressões de manifestantes. Movimentos religiosos participarão e influenciarão, depois de décadas amordaçados, a exemplo do Iraque, com possibilidade de conflitos em escala, em especial porque a toda poderosa família Assad, que governa a Síria, não é nem xiita, nem sunita, mas alauita.
Com a paz sendo patrocinada pelos Estados Unidos, obrigatoriamente, haverá um distanciamento sírio do Irã, isolando-o ainda mais e, eventualmente, forçando este a deflagar uma guerra regional contra vários de seus vizinhos ou então, apostar todas as suas fichas na substituição dos regimes do Líbano e do Iraque, por favoraveis a si - algo improvável. Os aliados americanos na região, deverão reconhecer definitivamente Israel, estabelecendo um cenário um pouco mais pacífico porém, com incremento das turbulências internas devido à amizade com os israelenses. E, finalmente, os palestinos: ou eles adotam uma democracia parlamentar quase secular - a exemplo do Líbano de hoje - ou afundam de vez, perdem a grande chance de obter a sua independência e passam a ser algo parecido como um protetorado israelense.
Cenário II: sem o retorno de Golan
Não haverá saída: uma revolução de descontentes derrubará o clã Assad, colocará o país sob a sharia com o apoio do Irã, quando então tentarão retomar Golan pela força em meio ao caos, com os antigos generais beduinos do regime anterior enforcados e sem liderança interna, mas guiados pelos imans iranianos, travariam a maior de suas batalhas desde a independência, após a 2ª Guerra Mundial, forçando seu aliado a abrir várias frentes de guerra: Líbano (apoiar a tomada do poder pelo Hizbullah) e Iraque (agora aliado americano), onde teria que manter o suporte aos xiítas que combatem a presença americana no país e, possivelmente uma terceira ou ainda uma quarta frente que seriam as fronteiras da Turquia e Arábia Saudita, fiéis aliados dos americanos e que não ficariam contentes com a propagação de regimes religiosos na região.


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